Crítica: A Espada Selvagem de Conan, A Coleção #3

Atualizado: 23 de Abr de 2020

Uma análise completa, história a história, da terceira edição capa dura de A Espada Selvagem de Conan.


por Ronan Barros


Então, na edição passada praticamente sentimos o gostinho para qual esta coleção veio. Ela não só apresentou boas histórias adaptadas diretamente de Howard por Roy Thomas como também apresentou um trabalho lindíssimo de arte nas duplas Buscema & Alcala/Pablo Marcos. Toda esta combinação gerou um ajuste tão único que tornou esta revista o clássico que conhecemos. A edição #3 desta coleção estão reunidas 4 histórias de Conan lançadas nas revistas Savage Sword of Conan #5-7. Aqui faremos uma análise detalha, história a história, e uma consideração final ao final do texto. Sem delongas, bora lá!



A MALDIÇÃO DA LUA CRESCENTE

Splash Page de Abertura

Claro que toda crítica de filme, livros, quadrinhos etc… por mais técnicas que sejam, sempre apresentam um ponto de vista individual do crítico. Aqui não é diferente. Sou fã do personagem a longos anos e carrego um carinho imenso para boa parte destas histórias que estão sendo publicadas nesta coleção. Acho que isto é bem óbvio, mas, esta história em específico, eu tenho um carinho mais do que especial. É a história onde eu conheci o personagem. Eu era criança, nem deveria estar com uma revista destas em mãos já que elas são voltadas para o público adulto. E ler esta história na infância me fez criar toda uma relação com o personagem que simplesmente prorrogou por toda minha vida. Ali nascia mais um fã do cimério. Esta história foi lançada na Savage Sword of Conan #5 lançada em abril de 1975 nos EUA e adapta um conto de Conan escrito pelo seu criador Robert E. Howard. O roteiro, claro, nas mãos de Roy Thomas e a arte por Buscema e “The Tribe” (um grupo de artistas filipinos que trabalhavam junto a DeZuniga). Por mais que minha visão esteja turva por todo um afeto nostálgico, ainda arrisco a dizer que esta deva ser uma das principais histórias de Conan escritas por Howard. Apesar de fugir um pouco do clássico suspense e terror Lovecraftiano que permeou boa parte dos contos do cimério, a sagacidade de sobrevivência física, mental e emocional de Conan atinge aqui seu ápice de uma forma tão brutal que me impactou tanto enquanto criança, como agora enquanto relia.


Taramis e Salomé

No reino de Khauran uma maldição se repete a cada 100 anos e uma bruxa, com uma marca de lua crescente no corpo, nasce diretamente da linhagem real. A história começa quando Salomé, uma das bruxas nascida da maldição, que havia sido abandonada a morte ainda bebê e salva por um feiticeiro, resolve aprisionar a rainha Taramis, sua irmã gêmea, e assumir o comando do Reino. Porém o capitão da guarda real, Conan, percebe que algo está errado e ele acaba sofrendo até as últimas consequências pela sua insurgência.


Então, a genialidade de Howard em imaginar uma trama envolvendo irmãs gêmeas rainhas e uma maldição é brilhantemente simples e espetacularmente eficiente. Me pergunto se Howard foi influenciado pelo clássico “O Homem da Máscara de Ferro” de Alexandre Dumas na criação desta trama de rainhas gêmeas. Salomé, a bruxa da maldição, passou a vida as margens da sociedade e, fora o seu sadismo, quase nos identificamos com sua ira e vontade de tomar o que seria seu por direito. Aliás até mesmo Taramis, a irmã rainha que não sabia da existência de uma irmã gêmea, parece disposta a compensar Salomé pelo acontecido. Só que Salomé quer mais do que simplesmente lhe é de direito. Ela quer dor, caos e sofrimento e aqui tem um ponto interessante sobre casualidade e efeito, seria Salomé má porque a maldição assim já determinara ou sua maldade é fruto de seu sofrimento em vida? Será que a lenda da maldição criara seu próprio efeito? Não sabemos. Isto não é discutido na obra e, para ser sincero, acho a dúvida um acerto maior do que o esclarecimento.


A Árvore da Morte

Após por seu plano em prática, Salomé enfrenta um único empecilho que é, claro, o próprio Conan. E decide eliminá-lo de uma das maneiras mais brutais já conhecidas pela humanidade, crucificando-o. As páginas que seguem a narração desta cena são de pura aflição e agonia. Os quadros de texto são em boa parte extraídos diretamente do conto original. A arte de Buscema e The Tribe capta totalmente a angustia e dor vivida pelo personagem e toda esta combinação visual e literária é mais do que suficiente para nos fazer sentir um nó na garganta e olhos vidrados nos acontecimentos. A passagem do tempo e o sofrimento de Conan estão ali. Em carne viva. Nua e crua. Até mesmo a salvação de Conan, quando esta acontece, é inapropriadamente cruel e revoltante. É um dos momentos mais marcantes do personagem sem a menor sombra de dúvida.

Boa parte da narração acontece sobre as mais diferentes perspectivas. Uma hora acompanhamos a rainha Taramis, outra hora o jovem soldado Márcios, depois por uma carta do filósofo Alcemides e assim por diante. Este recurso estranhamente torna a história mais verossímil. Todos estão, de certa forma, vivenciando aquele momento. Esta história também traz uma ótima contribuição ao carácter anti-herói de Conan quando este praticamente não hesita em trair quem o salvou em prol de sua vingança pessoal. Há ainda momentos de ação e até, um pouco reduzido, momentos de terror sobrenatural. Salomé é uma das melhores inimigas que Conan já enfrentou.


Ok, então esta é uma das melhores histórias da Espada Selvagem de Conan, Certo? Para mim, sim… mas tem um terrível porém nesta edição. A impressão está totalmente desbotada. Literalmente parece que faltou tinta preta nas imagens. Já havia reclamado disto no review anterior mas ainda não achava que tinha sido algum grande demérito. Mas, aqui, a impressão está realmente problemática. Boa parte da qualidade dos desenhos se perderam e ficou até mesmo complicado de julgar a arte em si. Eu sei que os desenhos de Buscema e The Tribe são lindos… mas eles simplesmente não estão la. É terrível como deixaram passar isto em uma prova de impressão (e sim, até onde sei, as edições de todo mundo sofreu deste mesmo mal). Esta obra é facilmente digna de um 10, mas, infelizmente, foi maltratada visualmente. Curiosidades:

Esboço para capa por Buscema

1 – A capa da SSoC #5 foi desenhada por Boris Vallejo, mas, a sugestão da cena veio por um esboço de Buscema.

2 – Assim como várias outras histórias publicadas na SSoC, A Maldição da Lua Crescente ganhou uma versão colorida em Marvel Treasury Edition # 23. Este grande número de reimpressão só serve para mostrar o tamanho do sucesso desta série.

3 – A cruz, nos quadrinhos, ganhou o formato de X. No conto original a forma não é mencionada, mas, duvido muito que a ideia de Howard fosse diferente da cruz a qual estamos acostumados na religião cristã.

4 – A cena da crucificação foi brilhantemente reproduzida no filme “Conan, The Barbarian” de 1982.

5 – Em comparação ao conto original, Roy diminuiu um pouco a participação de Marcios e Valerius e aumentou a participação de Conan nesta adaptação. Particularmente achei isto um belo acerto.


Nota: 8 (seria facilmente um 10 se não fosse o terrível problema de impressão)



O TERROR DORME SOB A AREIA

Splash Page de Abertura

Este é um roteiro totalmente original de Roy Thomas e a arte é de Sonny Trinidad. Esta história foi lançada em junho de 1975 na Savage Sword of Conan #6. O que temos aqui é uma conclusão de pontas soltas da história anterior onde o Roy Thomas aposta no mais simples e seguro escrevendo uma história com os personagens já preconcebidos e os colocando-os em uma trama de ação com um misto de terror lovecraftiano.

A história começa com Olgerd Vladislav, ex-lider dos Zuagires, vagando moribundo pelo deserto ao sul de Khauran. Mesmo prestes a perder a vida pelas adversidades do deserto, sua mente continua focada no desejo de vingança contra Conan que o depôs da liderança do bando. Para sua sorte, ele acaba sendo salvo por um grupo de peregrinos religiosos que estavam a caminho do “templo daquele que dorme sob a areia”. Olgerd vê nisto uma oportunidade tanto de vida, como de vingança.


História e Cosmologia Hiborianas

O andar da história é bem simples, mas tem algumas peculiaridades interessantes como, por exemplo, o fato de toda a história ser narrada na perspectiva do próprio Olgerd. Estamos o tempo todo assimilando o seu ódio pelo cimério e como ele tenta esconder sua identidade para não comprometer seu plano de vingança. Conan, aqui, é quase um coadjuvante de luxo. Outro ponto alto é que aqui os peregrinos não estão fazendo um ritual para despertar um deus ancião antigo que vive sob as areias como de praxe, pelo contrário, o ritual é para mantê-lo adormecido e isto me parece fazer muito mais sentido. O texto de Roy ainda nos brinda com um suposto conhecimento ancestral mostrando como tais entidades anciãs povoaram a terra. Algo de alguma forma parecida com o que é narrado por Yag-Kosha em “A Torre do Elefante”. A arte de Sonny Trinidad é bastante competente. Aparentemente ele tenta simular Buscema e faz isto de forma bastante aceitável. Aqui também parece haver algum problema na impressão, mas nem de longe algo tão gritante como foi na história anterior. Curiosidade:

1 – A intenção da Marvel com esta história era realmente matar Olgerd Vladislav definitivamente. Mas, posteriormente, a Marvel adquiriu os direitos sobre o romance “A Lâmina de Fogo” de L. Sprague De Camp e Lin Carter que novamente contava com a presença de Olgerd. Este romance foi adaptado nas SSoC #31-32 sem dar nenhuma explicação sobre como Olgerd ainda estava vivo e incólume. Esta explicação foi dada tardiamente na SSoC #58 em uma história exclusiva do personagem.


Nota: 8



O POVO DA ESCURIDÃO

Arte de Alex Niño

Esta história, também lançada na SSoC#6, adapta um conto de Howard no mínimo interessante. Meses antes de Howard escrever a primeira história de Conan como conhecemos em dezembro de 1932, ele escreveu um conto de ficção contemporânea que fazia menções a um bárbaro também chamado Conan. É como se já existisse em seu âmago uma espécie de proto-Conan pronto para ser libertado. Roy Thomas não perdeu a oportunidade e, claro, conanizou de forma absoluta mais um conto.

A história se passa em duas eras distintas. Inicialmente acompanhamos Jim O'Brien, um homem moderno consumido por um amor mal correspondido por Eleanor Rand. Em sua mente possessiva quase doentia, ele está convicto que se eliminar o outro pretendente de Eleanor, Richard Brent, ela se entregaria aos seus braços. Assim, ele traça um plano: matar Richard (jeito meio estranho de se conquistar uma guria). Quando Richard decide ir sozinho até a lendária Caverna de Dagon, Jim vê a oportunidade ideal de seguir com seu plano, porém, ao escorregar e bater a cabeça em uma pedra, ele desmaia e ao acordar ele não é mais Jim do mundo moderno e sim Conan na Era Hiboriana, como se sua mente tivesse sido transportada através de eras ou ativado algum tipo de lembrança ancestral que ele agora estava revivendo. Apesar da simplicidade das motivações humanas que movimentam esta história, o charme dela está no teor ficção/fantasia sobre como as duas eras distintas se chocam. Howard sempre pareceu muito adepto a ideia de memória ancestral e mais de uma vez colocou isto em seus textos. Não sei dizer se Howard defendia uma visão científica como memória embutida no DNA (como Assassin’s Creed) ou se é algo mais místico como a ideia de reencarnação. O fato é, todos os personagens da história tinham suas devidas contrapartes em ambas as eras. A sensação de “dejavu” é o tempo todo comentado por eles e o passado e presente literalmente se misturam.

A arte é de Alex Niño e, apesar de ser fora do convencional, é uma arte lindíssima. O modo como ele sombreia os desenhos com ranhuras e como ele cria formas com elementos do cenário é algo realmente único de grandes quadrinistas. Em uma das páginas as folhas da mata formam um semblante e em outra arte de página dupla a representação da batalha do cerco de Venarium formam um olhar. Simplesmente espetacular. Curiosidades:

Gaeric e Tamera em Conan o Aventureiro

1 – O cerco de Venarium foi citado nas obras de Howard mas nunca realmente escrito pelo mesmo. Basicamente seria este o primeiro encontro do ainda jovem Conan com outras tribos guerreiras além da ciméria para enfrentar um forte Aquiloniano e impedir o avanço deste reino sobre as terras do norte.

2 – A história da batalha no Cerco de Venarium ganhou uma versão em quadrinhos na Conan The Barbarian #235 (aqui no Brasil Conan, O Bárbaro #49) por Michael "Mike" Higgins. Porém, a história foi tão renegada por fãs que ela passou a ser simplesmente ignorada pela cronologia oficial. Mais tarde Roy Thomas reescreveria esta mesma batalha na mini-série Conan, The Adventurer (no Brasil Conan, O Aventureiro) respeitando melhor o pouco que se conhecia sobre esta emblemática batalha.

3 – Os personagens Gaéric (antepassado de Richard) e Tamera (antepassado de Eleanor) voltariam a aparecer na mini série “Conan, o Aventureiro”, quando retrata o cerco de Venarium (Roy Thomas sempre muito atento a cronologias e sequências).


Nota: 7



A CIDADELA NO CENTRO DO TEMPO

Arte por Buscema e Alcala

Das 14 histórias já compiladas nesta coleção, 4 foram escritas exclusivamente por Roy Thomas. Estas é a melhor delas. Poderia facilmente achar que esta história fosse um original de Howard se assim me fosse dito. A arte é novamente da dupla Buscema e Alcala e o trabalho entregue por eles mantém a incrível qualidade a qual já somos acostumados e aqui, vale destacar, a impressão vacilou menos (impressionante como pode variar tanto dentro da mesma revista). Essa história, lançada na SSoC #7 em agosto de 1975, se passa praticamente na mesma época de “O Terror Dorme Sob a Areia”. Conan, lider dos saqueadores Zuagires, promove um ataque com seu bando a uma caravana de mercadores que carregavam consigo uma estranha mercadoria: um tigre dentes de sabre. Após enfrentarem a estranha ameaça, Conan descobre que tal animal surgiu de um enigmático templo em forma de zigurate que surgiu do nada no meio da cidade shemita de Akibatana. Por meio de trocas, o mago deste templo tem oferecidos aos moradores locais os mais exóticos apetrechos, ferramentas, roupas e animais. Isto é mais do que o suficiente para atiçar a curiosidade do cimério que decide investigar tal lugar.


O futuro na imaginação de Conan

Dado no nome da história, o tigre dentes de sabre e o próprio templo que apareceu do nada, acho que já foi o suficiente para perceber que a história trata de algum tipo de viagem no tempo. O mago do templo é Shamash Shum Ukin que é um personagem criado a partir personalidade histórica real que foi príncipe herdeiro da Babilônia. Na história Shamash também alega ser rei da Babilônia que estaria a 15 séculos a frente da era de Conan. Em seu templo possui um poço cuja as águas funcionam como um portal temporal que, ao baixar ofertas no poço, ele recebe em troca objetos ou animais (entre elas pessoas) de outras eras. Isto explica o porque seu templo parece até uma espécie de museu histórico vivo com as mais diferentes espécies, de primatas a dinossauros. A grande quantidade de elementos estranhos poderia ser algo desmedido demais para o gênero “espada e feitiçaria”, mas, como toda a ancoragem destes elementos estão no poço e na viagem no tempo, elas passam seriamente a fazer sentido na trama e isto abriu portas para os mais variados intempéries. Então, prepare-se para ver Conan versus primatas ancetrais, neandertais, dinossauros e ainda vislumbrar imagens tanto do passado como do futuro num misto de assombro e fascínio. Aqui Roy Thomas realmente transcende o conhecimento de causa sobre era Hiboriana como a faz ficar coesa dentro de um espectro ainda maior do nosso próprio universo (ou seria o universo 616 da Marvel?).


Tão competente quanto o roteiro, temos a arte. A impressão ainda não está na melhor qualidade, mas, sem sombra de dúvidas, é uma das melhores impressão desta edição. A arte de buscema e Alcala segue o velho padrão de alta qualidade. Algumas Splash page são lindíssimas e em um determinado momento os desenhos tentam conceber o que Conan consegue entender quando Shamash lhe conta do que viu do futuro. Afinal, o que seria um carro ou um avião para a imaginação de um contemporâneo da era Hiboriana? Buscema parece acertar esta percepção bem no centro do alvo.

Eu sinceramente duvido muito encontrar outra história independente de Roy Thomas tão divertida e brilhantemente escrita quanto esta. Não só a trama é supereficaz como muito dos diálogos são deveras bem escrito. Destaque para a conversa entre o disfarçado Conan e um açougueiro que adoraria poder ter o nosso herói sob o corte do cutelo. Toda esta junção realmente gerou uma história bastante memorável. Curiosidades

1 – Essa história deu origem a duas outras histórias alternativas no selo “O que aconteceria se...” onde Conan viria para o mundo atual.

2 – Conan já havia tido vislumbre de outras eras na primeira edição de Conan The Barbarian em uma historia também escrita por Roy Thomas. Mas, aparentemente, este fato foi simplesmente desconsiderado e aqui novamente temos um Conan deslumbrado com o que é revelado como se fosse sua primeira vez.

3 – Essa teve uma continuação publicada na SSoC #65 escrita por Michael Fleisher e desenhada por Gil Cane. O poço, o vislumbre do futuro, tudo se repete.


Nota: 9



CONSIDERAÇÕES FINAIS


A edição número 3 da Espada Selvagem de Conan da Panini tinha tudo para ser uma edição espetacular em todos os sentidos. A Maldição da Lua Crescente é uma das histórias mais memoráveis do cimério e as demais histórias que acompanham não só são boas como apresentam conceitos um tanto inusitados e diferentes entre si. Em uma temos a história sendo contada na perspectiva de um rival de Conan e é carregada de um terror lovecraftiano, em outra é abordado o singular tema de memória ancestral e por último temos a própria viagem no tempo como tema. Esta diversidade criativa realmente engrandece a franquia com novidades e suspiros muitas vezes inimagináveis. A arte continua linda. Mesmo quando muda o estilo, como foi o caso de O Povo da Escuridão com Alex Niño, porém, as falhas na impressão realmente incomodaram. Muitos detalhes foram simplesmente perdidos e está nítido a falta de preto nas páginas. Principalmente na primeira história. Vale lembrar ainda que esta foi a primeira edição “preço cheio”, ou seja, R$ 49,90. É simplesmente revoltante que uma falha deste porte em uma edição deste preço. Obvio que, como fã e colecionador, acabo agregando todo um valor sentimental com a obra, mas, isto não significa que não estamos notando os problemas de produção (e revisão também, que tem se repetido frequentemente).


Nota Final: 8 (seria um 10 se não fosse os contras citados)

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