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ENTREVISTA EXCLUSIVA - Roy Thomas fala ao Fórum Conan! / EXCLUSIVE INTERVIEW - Roy Thomas

Atualizado: 30 de set. de 2020

A grande mente por trás do Conan da Marvel nos anos 70 e 80, ROY THOMAS é o nome mais importante no sucesso do cimério nos quadrinhos - e isso não é nenhum exagero.


Por Marco A. Collares |Tradução por Duda Ferreira


(Entrevista em inglês no final da página / English interview at the bottom of the page)


INTRODUÇÃO

Pois bem. Entrei em contato com John Cimino, agente e amigo de Roy Thomas por uma indicação e logo me apresentei como um estudioso de Conan e de Robert Howard. Falei do nosso blog, de nosso canal no YouTube, da página do Facebook e dos grupos que moderamos. Disse a ele que estamos fazendo entrevistas com pessoas que, de alguma forma, ajudaram a criar narrativas ou a veicular os personagens howardianos. Bem, todos sabem quem é Roy Thomas e do que ele fez por Conan e o quanto suas adaptações para as HQs são as narrativas mais próximas do tom howardiano, além de ser um dos grandes nomes da Marvel e da cultura pop de nosso tempo.


Eis então pedi uma entrevista escrita com Roy para John e quem sabe uma live com o próprio John para falar de suas experiências com o universo Marvel e com seus integrantes, criadores, produtores, escritores, desenhistas. John se mostrou muito legal e mostrou fotos dele com Thomas, com Stan Lee, além de me falar que ele próprio é o personagem Simino, que encontra Conan na nova ESC escrita por Thomas. E prontamente passou nossas perguntas do Fórum para Thomas responder. Agradecemos e torcemos por sua participação em nosso canal. John e Roy são, obviamente, amigos de coração de todos os conanmaníacos e leitores do cimério.


FÓRUM CONAN - Como nosso canal é sobre o personagem Conan e sobre Robert Howard e seus demais personagens, focaremos em questões sobre sua experiência com o cimério nas narrativas em HQs. A primeira pergunta é simples. Quando Roy Thomas considera que entendeu o universo de fantasia howardiano e hiboriano? Isso foi nas leituras prévias para escrever sobre o personagem na Marvel ou foi um processo que se desenvolveu durante a escrita e ao longo dos anos?

Roy lendo Conan.

ROY THOMAS - Acho que entendi basicamente aquele universo bem rapidamente, como fizeram De Camp e outros, antes de mim. Howard apanhou o que apreciava de vários períodos anteriores à pólvora... misturou-os bem... e criou a Era Hiboriana. Ele a planejou o suficiente para que fosse razoavelmente coesa, ainda que alguns encontrassem certos problemas geográficos.


FC - Você é considerado pelos fãs, o escritor além de Robert Howard que mais capturou aspectos do Conan. Penso o mesmo, pois acho que as adaptações feitas e mesmo as narrativas originais são aquelas que mais me remetem aos contos do criador do Cimério. Qual é o segredo? Ou seja, como Roy Thomas vê esse personagem e o que ele considera tipicamente original e característico nele?


RT - Bem, na verdade eu nunca escrevi exatamente o Conan de REH, por mais que eu admirasse ambos. Especialmente na HQ colorida, eu estava escrevendo um tipo de versão Marvel de Conan, enfatizando os aspectos que melhor atraíssem os leitores da Marvel... o que é a razão de ele estar "só de tanga" uma grande parte do tempo, enquanto ele vestia mais roupas nas histórias originais (a não ser nas capas de Frazetta, que conseguiam capturar a essência do que é Conan tão bem quanto as palavras). Quando eu escrevia os recordatórios e o diálogo, eu usava mentalmente REH como base, mas não me esquivava de fazer Conan dizer ocasionalmente algo que eu provavelmente sabia que Howard não faria... e alguns dos meus recordatórios tomaram direções não muito Howardianas. No entanto, procurei sempre me manter fiel, a minha maneira, ao Conan de Howard, ainda que tomasse algumas liberdades. Muito menos que as dos filmes, de qualquer modo... não só o que co-escrevi, mas o de Milius também. Nunca tive um segredo... Eu apenas pensava em Conan... tinha minhas memórias de todas aquelas histórias, cada qual lida mais de uma vez, correndo na minha cabeça... e fui atrás.

"Alguns dos meus recordatórios tomaram direções não muito Howardianas. No entanto, procurei sempre me manter fiel, a minha maneira, ao Conan de Howard."

FC - Se olhares o personagem em retrospecto, no que concerne a sua produção na Marvel ao longo dos anos. Teria algo que farias diferente sobre ele? Se sim, o que? Se não. Por quê?


RT - Eu talvez tentasse fazer as histórias mais violentas, realistas, até mesmo na ESPADA SELVAGEM... mas eu era inibido não só pelo Comics Code na HQ colorida, mas pela maneira como as coisas eram na Marvel na época, etc.

Roy Thomas descontraído com seu agente e amigo John Cimino.

FC - Sabemos que “The Barbarian Life” trata de muitas coisas do personagem, mas infelizmente não temos no Brasil ainda, na nossa língua e muitos fãs de Conan e de Roy Thomas ainda não conhecem essa obra. Poderia dizer um aspecto que está na obra? Exemplo: quando Thomas decidiu levar Conan para a Marvel e como se deu esse primeiro momento?


RT - Stan Lee e eu discutíamos vários gêneros de ação, além de super-heróis, que gostaríamos de trazer para os quadrinhos, e espada e feitiçaria era um sobre o qual os leitores viviam nos escrevendo cartas. A maioria daquelas cartas parecia querer que nós adaptássemos Conan ou algum outro personagem, e poucas pediam para que criássemos um nosso... não sei bem porquê. Então Stan, que nunca lera uma história de espada e feitiçaria e admitia que não sacava muito bem o estilo, me pediu que escrevesse um memorando para o editor Martin Goodman pedindo permissão para oferecer uma quantia de dinheiro para licenciar tal herói. Sentíamos que Conan estaria além do nosso orçamento... e de qualquer modo Stan preferia nomes como Thongor e Kull... então fomos atrás de Thongor primeiro, quando tivemos permissão... mas para nossa sorte não deu certo, devido ao agente do escritor Lin Carter nos impedir, tentando conseguir mais dinheiro.... e uma noite, após adquirir o mais novo livro de Conan (CONAN OF CIMMERIA, publicado no final de 1969) vi o nome e o endereço de Glenn Lord, agente literário de REH na introdução de De Camp, então, num capricho, escrevi uma carta... e o resto é pseudo-história. Então foi tanto o Stan quanto eu de várias maneiras.

A última foto de Stan no encontro com Roy promovido por John Cimino.

FC - Não sei se sabes, mas a “Espada Selvagem de Conan”, nos anos 1980, com suas narrativas, era a segunda revista em vendas no nosso país. Perdia apenas para uma revista semanal de assuntos políticos e de grande circulação que existe até hoje chamada Veja. Roy Thomas teria algo a dizer para o público que consumia essa revista quase tanto quanto a mais vendida no país? Sobre como ele conseguiu fazer esse personagem ser tão conhecido e interessante?


RT - Eu não precisei tornar Conan interessante. Mesmo sendo um personagem bi-dimensional (ou de duas dimensões e meia), ele era interessante... e seu mundo e histórias eram interessantes. Eu apenas tive que trabalhar com um artista que desse a eles um novo tipo de vida nos quadrinhos. Alegra-me saber da popularidade de Conan no Brasil. Nós esperávamos ir até aí este ano ou no próximo, para uma convenção... mas o vírus atrasou nossos planos. Bem, quem sabe no ano que vem ou no próximo. Tenho só 79!


FC - O que achas de voltar a escrever o Conan na Marvel hoje? Como se deu o convite para escrever novamente o personagem na editora?


RT - Alegra-me ver a Marvel de volta a Conan, principalmente porque estão fazendo um bom trabalho reimprimindo o "meu" material original dos anos 70, e eles me pagam razoavelmente bem por isso. Fiquei decepcionado por não ter a chance de escrever mais que uma história em duas partes e outra de 10 páginas a ser lançada... mas foi divertido colocar meu agente e amigo John Cimino como personagem em uma história do Conan. Quem sabe haverá mais oportunidades no futuro. Não me interessam histórias do Conan, a não ser as que escrevo... nenhuma mesmo. Só me interessa escrever Conan... e ler o Conan de REH. Ponto final.

Arte de Alan Davis. Roy homenageou seu agente e amigo John Cimino com um personagem na narrativa.
"Fiquei decepcionado por não ter a chance de escrever mais que uma história em duas partes e outra de 10 páginas (a ser lançada)... mas foi divertido."

FC - Muitos fãs de Conan nos grupos de redes sociais de que sou moderador reclamam de muitos roteiristas que escrevem sobre o personagem que não seja o senhor. Meio que sempre comparando todos ao seu tempo e as suas narrativas. Um exemplo que vi foi a reclamação que ocorreu em relação a uma narrativa de Jason Aaron, em que Conan se unia aos pictos e se identificava com o grupo, sendo o cimério quase um inimigo “racial” desse outro povo. Achas que existe uma sacralização quanto ao personagem nos seus melhores tempos por parte dos fãs? Ou seja, acreditas que os fãs são as vezes um tanto radicais com novas representações sobre ele? Thomas fez Conan ser amigo do vanir Fafnir e os fãs adoravam (nós também).


RT - Não li muito do novo material, mas consigo vislumbrar uma história na qual Conan se junta ao Pictos... embora seu povo e eles fossem inimigos. Você só teria que criar um bom motivo. Tenho que admitir, até onde vi o trabalho de outros escritores, sinto que só uns poucos realmente entenderam Conan. Talvez Kurt Busiek nos primórdios do Conan da Dark Horse... mas ninguém mais que eu tenha visto na Marvel, exceto vez ou outra. Não conheço o pessoal novo. O Conan deles provavelmente é mais violento que o meu, mas eu já disse mais acima que eu estaria aberto a fazer o "meu" Conan mais violento também. Não o fiz na história em duas partes porque achei difícil me inspirar em fazer só duas edições. Eu gosto de entrar com tudo, realmente molhar os pés... e ter só duas edições, ou uma história de dez páginas, é me deixar botar só o dedão na água. Quando eu realmente começar a entrar no clima, a experiência acabou.

Criador e criatura (um tanto danificada).

FC - Achas que Conan pode voltar a ser tão cultuado como foi nos anos 1970 e 1980? Digo, pelas novas gerações? Ou achas que é um personagem mais adulto e que deve ser voltado para um público mais velho e até restrito?


RT - Os tempos mudaram, e muitos podem dizer que Conan é racista, machista, ou o que quer que eles não gostem nesta semana. Mas Conan é um ótimo personagem... muito melhor do que esses leitores de mente fechada.


FC - O que pode nos dizer sobre a simbiose entre você, Buscema e os arte finalistas de Conan nos tempos áureos da Marvel, principalmente os filipinos? Os ilustradores ajudavam o quanto no processo criativo e o quanto a densidade das narrativas, com muitos detalhes visuais, muitas páginas na revista em formato magazine, muitos textos em balões e recordatórias ajudaram a tornar Conan um personagem de tanto sucesso?


RT - Trabalhei com alguns artistas realmente bons, cada qual trouxe algo diferente para Conan. Barry Smith tinha uma versão... Buscema, quando assumiu, fez imediatamente um Conan diferente. Gil Kane idem, entre outros. Nem todos foram igualmente bons, mas estes três foram ótimos. .. Smith em particular.

Roy e Cimino.

FC - Finalmente, como era o convívio com pessoas tão influentes nos quadrinhos e na cultura pop na produção daquelas HQs de Conan? Sendo você, Thomas, um elo entre pessoas do porte de Alcala, Barry Smith, John Buscema, Gil Kane e, claro, Stan Lee. O que essas pessoas te influenciaram no que concerne as narrativas do cimério, principalmente, mas não somente?


RT - Quando se trabalha ao "estilo Marvel" como fazíamos na época, o roteirista não tem como evitar ser influenciado pelo artista, pois ele vê a arte antes de colocar o diálogo. Ainda assim, o enredo da história - fosse meu, ou de Howard ou de um dos outros que eu trazia de tempos em tempos - estava lá em primeiro lugar. Era um processo orgânico, com roteiristas e artistas trazendo seus próprios pontos fortes para o material. Talvez por isso, no final dos anos 70, mesmo sem um filme ou outro derivado, CONAN O BÁRBARO havia se tornado um dos quadrinhos mais vendidos da Marvel e a ESPADA SELVAGEM DE CONAN foi facilmente a revista em preto-e-branco de maior sucesso da Marvel.


Nota do editor: Essa entrevista que você acaba de ler foi uma honra sem tamanho e todos nós, do Fórum Conan, como fãs, ainda estamos nos beliscando aqui pra ver se não estamos sonhando: afinal, o lendário roteirista de Conan, nada menos que ROY THOMAS, nos cedeu um tempo em sua agenda para responder nossas perguntas! Realização que só foi possível graças ao seu agente John Cimino. Nós só temos a agradecer!
 

FULL INTERVIEW (IN ENGLISH):


CONAN FORUM - Since our channel is about Conan, Robert Howard and his other characters, we will focus our questions on your experience with the Cimmerian in the comics. First question: When do you think that you understood Howard's hiborian fantasy universe? Was it during the previous reading in order to write for Marvel or was it a process that has developed throughout your years writing the character?


ROY THOMAS - I felt I basically understood it fairly quickly, as did de Camp and others before me. Howard took whatever he liked from various pre-gunpowder periods... mixed them together... and came up with the Hyborian Age. He gave it enough thought in advance to make it hang together fairly well, even though others have found certain geographical problems.


CF - You are considered by the fans the writer that best captured the aspects of Conan presented in Howard's original narratives. I agree with that, for I think that your adaptations and your original narratives are the ones that best resemble Howard's original writings. What is your secret? I mean, how do you see this character? What do you consider typically original and characteristic of him?


RT - Well, I never really wrote exactly REH's Conan, much as I admired both of them. Especially in the color comic, I was writing a sort of Marvel version of Conan, emphasizing the aspects of him that would best appeal to Marvel's readers... which is why he tended to be "naked but a loincloth" a lot of the time, when he more more clothes in the stories (if not on Frazetta's covers, which caught the essence of what Conan was all about as well as any words could). When writing captions and dialogue, I mentally used REH as a basis, but I wasn't above having Conan say the occasional thing I probably knew Howard wouldn't have had him say... and some of my captions would take directions that weren't very Howardesque. However, I was always trying to stay true, in my own way, to Howard's Conan, even if I took liberties. Far fewer than the films, anyway... not just the one I co-wrote, but Milius', too. I never had any secret... I just thought about Conan... had my memories of all those stories, each read more than once, racing around in my head... and went for it.


CF - Looking back at your run in the character at Marvel throughout the years. Is there anything that you would do differently? If yes, what? If not, why?


RT - I might try to get a bit grittier in the comics, even in SAVAGE SWORD... but I was inhibited not just by the Comics Code in the color comic, but by the times as they were at Marvel, etc.


CF - We know that “The Barbarian Life” deals with many aspects from the character, but unfortunately we do not have it in Brazil, translated into Portuguese yet. Consequently, many fans, yours and Conan's, do not know this work. Could you tell us an aspect presented in the book? For instance: when did you decide to bring Conan to Marvel and how was this at first?


RT - Stan Lee and I would discuss various new action genres, besides superheroes, that we'd like to bring into comics, and sword-and-sorcery was one that the readers were writing us letters around. Most of those letters seemed to want us to adapt Conan or some other character, and few were telling us to make up our own... not sure why. So Stan, who'd never read an S&S story and admitted he didn't quite "get it," had me write a memo to publisher Martin Goodman getting permission to offer a spot of money to license such a hero. We felt Conan would be out of our financial league... and anyway Stan liked names like Thongor and Kull better... so we went after Thongor first, when we got permission... but luckily that didn't work out, due to writer Lin Carter's agent stalling trying to get more money... and one night, after picking up the newest Conan paperback (CONAN OF CIMMERIA, out in late 1969) I saw REH literary agent Glenn Lord's name and address in de Camp's introduction, so on a whim I wrote him a letter... and the rest is pseudo-history. So it was Stan as much as me, in some ways.


CF - We do not know if you are aware, but during the 80s "The Savage Sword of Conan", with your narratives, was the second best seller magazine in Brazil. It was only behind a weekly news magazine of wide circulation that still exists called "Veja" (Look). Could you say something to the readers that used to buy this magazine, as much as the best seller in our country? How you could make this character so well-known and interesting.


RT - I didn't have to make Conan interesting. While he was at most a two - or 2 1/2-dimensional character, he was interesting... and his world and stories were interesting. I just had to work with an artist to give them a new kind of comicbook life. I'm happy to learn about Conan's popularity in Brazil. We had hoped to get down there this year or next, to a convention... but the virus has delayed that. Well, maybe in a year or two. I'm only 79!


CF - What do you think about coming back to Conan in Marvel nowadays? How was the invitation to write this character again?


RT - I'm happy to see Marvel back at Conan, mostly because they are doing such a fine job reprinting "my" original 1970s material, and they pay me fairly well for that. I've been disappointed that I haven't had a chance to write more than one two-issue story and one upcoming 10-pager for the character... but it was fun to put my manager and friend John Cimino in a Conan story as a character. Perhaps more will materialize later. I have no interest in Conan comics I don't write, however... none at all. I'm only interested in writing Conan... and in reading REH's Conan. Period.


CF - Many Conan fans in our Internet groups complain about many writers that wrote the character after your run. These writers are compared to you and your narratives. An example was a complaining about a story written by Jason Aaron, in which Conan join the Picts and identify himself with the group, being the Cimmerian almost a "racial" enemy of this other people. Do you think there is a "sacralization" of the character during your run, on the fans' side? I mean, do you think the fans are quite radical sometimes with new representations of it? You made Conan be friends with Fafnir, the Vanir, and we loved it!


RT - I haven't read much of the new material, but I could see doing a story in which Conan joined the Picts... even though his people and they were enemies. You'd just have to motivate it well. I have to admit, to the extent that I've seen other writers' work, I feel only a few really got Conan. Maybe Kurt Busiek in the early days of the Dark Horse Conan... but nobody else at Marvel that I ever saw, except intermittently. I don't know about the new guys. Their Conan is probably grittier than mine, but of course, as I said above, I'd be open to making "my" Conan grittier today, too. I didn't really do so in the two-issue run I did, because I found it hard to get inspired to do a two-issue run of something. I want to jump in and really get my feet wet... and getting two issues to do, or now one 10-page story, is just letting me stick my toe in the water. By the time I really get the feel, the experience is over.


CF - Do you think Conan can come back being a hit as it was in the 70s and 80s? I mean, by the new generations? Or do you think it is an adult character, for a more mature, older and even restricted audience?


RT - Times are different, and lots of people may decide Conan is racist, sexist, or whatever -ist they don't like this week. But Conan is a great character... better than those readers, who are narrow-minded.


CF - What can you tell us about the "symbiosis" between you, John Buscema, and Conan inkers, mainly the Filipinos, during Marvel’s golden days? How much did the artists help in the creative process and how much did the density of the narratives (with many visual details, more pages in the magazines, lots of text in the speech balloons and captions) help make Conan a character of such success?


RT - I worked with some truly fine artists, each of whom brought something different to Conan. Barry Smith was one version... Buscema, when he took over, when immediately a quite different Conan artist. Dittko Gil Kane, et al. Not all were equally good, but those three were great... and Smith and Conan in particular.


CF - And finally. How was the interaction with people that were so influential in comics and in popular culture during the production of Conan's comics? Being you the link between people like Alfredo Alcala, Barry Windsor-Smith, John Buscema, Gil Kane and of course, Stan Lee, how have these people influenced you regarding the Cimmerian stories and others?


RT - When you work "Marvel-style" as we did then, the writer can't help being influenced by the pencil artist, since he sees that art before he adds the actual dialogue. Still, the plot of the story--whether it was my plot, or Howard's, or one of the others I brought in from time to time--was up there first and foremost. It was an organic process, with writers and artists all bringing their own strengths to the material. Maybe that's why, by the late 70s, even without a movie or other tie-in, CONAN THE BARBARIAN had become one of Marvel's bestselling comics, and SAVAGE SWORD OF CONAN was easily Marvel's most successful black-&-white magazine ever.


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1件のコメント


Henry Bernardo
Henry Bernardo
2020年7月31日

Sensacional, Colares e demais. Parabéns pela iniciativa, e a entrevista foi muito bem conduzida. Um ótimo trabalho, enfim. Sucesso e esperamos mais interações com os criadores de boas histórias do cimério, sejam escritores ou artistas! Um abraço!

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