Os Deuses da Era Hiboriana - Parte 1

Atualizado: 1 de Set de 2020

Conheça as mais diversas divindades cultuadas que fazem parte da Era Hiboriana criada por Robert E. Howard.


por Henry Olivr

"Esse texto é uma tradução e uma adaptação do nosso novo colaborador, Henry Olivr. Além de professor de inglês, estudioso em Howard e seus personagens, ele escreve sobre fantasia e sobre o universo hiboriano em redes sociais, trazendo muitas novidades a fãs, leitores e estudiosos.


Segundo Henry Olivr, é uma tradução de um blog russo e uma adaptação livre sua para que possamos entender como funciona o panteão de divindades hiborianas a partir dos contos e narrativas de Howard e também de pastiches posteriores, de outros autores. Tudo referendado de onde saiu cada divindade. Aproveitem cães Hiborianos. E que Crom lhes conceda o fogo da astúcia para entender as linhas que se seguem." - Marco Antonio Collares



AGNI

O deus vendiano do fogo, o guardião da lareira, incluído no séquito de Indra. Como padroeiro do fogo sacrificial. Agni é um mediador entre pessoas e deuses.


Localidade: Reino de Vendia

Fonte: "O mundo hiboriano: 500 anos depois de Conan" (“A Era Hiboriana” de Robert Howard).


AJUJO NEGRO

Uma divindade cruel, adorada pela população negra de Tombalku.


Localidade: Tombalku

Fonte: "Os Tabores de Tombalku", fragmento de Robert Howard e pastiche de Lyon Sprague de Camp.


ADÔNIS

Senhor do Céu e divindade suprema no território maior de Shem. Trata-se do esposo da mãe terra Ishtar, referido na parte leste de Shem com um nome mais antigo: Pteor. O mito generalizado sobre a captura pelo deus maligno Seth, que tentou impedi-lo e de Ishtar que se conectou ao leito conjugal e deu origem ao mundo. Adônis é identificado com o deus hirkaniano: Tammuz.


Localidade: Reino de Shem

Fonte: "A Rainha da Costa Negra" de Robert Howard e "Hawks Over the Shem", das HQs Marvel.


ANU

Deus do céu, reverenciado na parte leste do continente hiboriano. Uma vez ocupou um lugar importante nas representações religiosas dos povos hiborianos, no entanto, o culto de Anu foi gradualmente suplantado pelo mitrianismo.


Localidade: Indefinida

Fonte: “O Pai Vermelho”/ “O Deus Vermelho” (Temos aqui uma versão russa, uma adaptação usando nome do deus assírio Anun/Annunaki)


AHRIMAN

Deus do Iranistão do mal e das trevas, oponente de Hormazd. O culto ao Ahriman Negro é proibido em toda aparte, pois esse deus é considerado a personificação do mal absoluto, hostil a todos os seres vivos. Nos mitos mais antigos, a figura de Ahriman não é considerada tão inequívoca: aqui essa divindade aparece como um dos dois aspectos do equilíbrio entre Luz e Escuridão, e não necessariamente de maneira negativa. No épico "A Batalha de Jokundiak", Ahriman e Mitra são os irmãos deuses que conferiram sabedoria às pessoas, ensinaram-lhes artesanato e estabeleceram equilíbrio no mundo. Outra lenda diz que Ahriman e Ormazd são os filhos de Mitra. Ahriman seria a primeira criação de Mitra, e inicialmente ele era um espírito maravilhoso e puro. Mas depois, ele se rebelou contra o deus, considerando-se uma criação mais perfeita do Criador. Quando o Espírito do Bem criou o homem, Ahriman foi encarnado em sua natureza inferior, e desde então, os princípios da luz e da escuridão se encontram lutando no homem. Essa noção de Ahriman possivelmente remonta a uma divindade mais antiga, às vezes conhecida como “O Cavaleiro da Rota”.


Localidade: Iranistão

Fonte: “A Hora do Dragão” de Robert Howard (menção é feita no diálogo do feiticeiro que reviveu Xaltotun).


ASURA

A divindade suprema de muitas nacionalidades vendianas. Com toda a probabilidade, já foi uma divindade tribal dos conquistadores kshatriya, que agora são a casta dominante no estado vendiano. O fato de o culto ter sido trazido de fora é indicado por um certo isolamento de Asura em relação a Indra, embora algumas vezes essas duas divindades sejam identificadas, bem como a existência de um mito sobre a antiga batalha de deuses e demônios asuras. A base da religião dos asuritas é a fé na reencarnação da alma e a natureza ilusória do ser. O culto a Asura já foi difundido em Khaiboriya, e até mesmo, em princípio, competiu com sucesso ante o mitrianismo incipiente. No entanto, o misticismo inerente a essa religião não jogou a favor dos asuritas, e gradualmente o mitrianismo, que estava mais próximo dos ocidentais, substituiu o culto a Asura, que mais tarde foi sujeito a perseguições e proibições.


Localidade: Reino de Vendya

Fonte: “Os Profetas do Círculo Negro” e “A Hora do Dragão” de Robert Howard.



ASHTORET

Deusa shemita da pureza e da castidade, confidente de Ishtar. No mito dos amantes, Adonis e Ishtar aparece como intermediários entre ambos e até resgata Adonis, capturado por Seth.


Localidade: Reino de Shem

Fonte: "A Rainha da Costa Negra" de Robert Howard (a menção foi detalhada apenas como explicativa numa versão traduzida para o russo).


BAAL

Parte do nome de vários deuses shemitas, principalmente Pteor (às vezes usado como seu nome). Em Shem, também é conhecida uma divindade chamada Baal-Sep, cujo culto, aparentemente, veio da Stygia.


Localidade: Reino de Shem

Fonte: “As Negras Noites de Zamboula” de Robert Howard.


BADB

Deusa que personifica a fúria da batalha, uma das divindades mais jovens da mitologia ciméria. Segundo algumas crenças populares, Badb e sua irmã Morrigan circulam pelo campo de batalha na forma de corvos.


Localidade: Região da Ciméria

Fonte: "A Fênix na Espada" de Robert Howard. (A menção foi detalhada apenas como explicativa numa versão traduzida para o russo).


BEL

Deus patrono do roubo e do comércio, reverenciado em Shem e Zamora. Na mitologia shemita, Bel é um semideus nascido na cidade de Shumir. Em inúmeras lendas, ele aparece como um trapaceiro, famoso pelas façanhas de seus muitos ladrões. Acredita-se que os sacerdotes de Bel não tenham o direito de comprar nada; em caso de violação dessa regra, o ministro deve roubar algo que vale dez vezes o custo dos bens adquiridos e sacrificar os itens roubados à divindade. Bel é muitas vezes retratado como um homem caolho, às vezes como um homem com a cabeça de raposa, um animal que simboliza a astúcia.


Localidade: Reinos de Shem e de Zamora

Fonte: “A Torre do Elefante” de Robert Howard (os detalhes foram acrescentados nas versões russas que contém textos explicativos).


BOR, BORI ou BOREY

O deus do vento norte, a divindade primordial dos Khayborites, cujo culto quase deixou de existir com o advento do mitrianismo. O culto a Bori se originou na era da migração de povos que se seguiram ao Grande Cataclismo, quando um grupo de povos, liderado por um líder semi mítico chamado Bory, migrou para o Norte, além da Cordilheira Eiglofi, fugindo dos muitos desastres do mundo pós-catastrófico. Posteriormente, Bori foi reverenciado como um deus, personificando o vento do norte prometido, as tribos que ele salvou começaram a se chamar de “Filhos de Bori” e mais tarde, de hiborianos. Os kharians (Kharianos, a Raça Antiga, segundo versão russa), que vieram do leste, que fundaram o império de Acheron, à sua maneira, e os chamavam de hiperbórios (nesse caso, os Kharianos). Bori também é conhecido pelo nome Aquilon. Este nome é imortalizado em nome de um dos povos Hiborianos, os aquilonianos ou aquilônios.


Localidade: Povos Hiborianos

Fonte: "A Era Hiboriana" de Robert Howard (os detalhes foram acrescentados nas versões russas que contém textos explicativos).


VARUNA/VAREENA

Entre os vendyanos ele é a divindade do elemento água e geralmente um bom deus, reverenciado junto de Indra. No entanto, alguns mitos indicam um confronto entre Varuna, associado à água e Indra, que geralmente é identificado com fogo solar. Em particular, uma das lendas do sul de Vendhya diz que, uma vez que Varuna, na forma de uma cobra, bloqueou o caminho para todas as águas dentro dos limites habitados pelas pessoas, apenas a intercessão de Indra, que derrotou o monstro, salvou a humanidade.


Localidade: Reino de Vendhya

Fonte: "A Hora do Dragão" de Robert Howard.


GWALUR

No mito cosmogônico de Keshan, o deus das trevas, o senhor do reino das trevas personifica o caos original. No início dos tempos, os deuses domaram Gwalur, arrancando seus dentes. Os keshanianos acreditam que os tesouros lendários da cidade em ruínas de Alkmenon são os dentes de um monstro.


Localidade: Reino de Keshan

Fonte: “Os Tesouros de Gwalur” de Robert Howard.



GULLAH

Trata-se da divindade suprema de muitas tribos pictas. Gulla é reverenciado à imagem de um enorme macaco humanoide vivendo na lua e, talvez, ele próprio seja a personificação da luminária noturna. Para os pictos, os macacos enormes que vivem na floresta são considerados animais sagrados, escravos de Gullah. Aparentemente, Gullah não é a divindade primordial dos pictos. Seu culto foi adotado durante a migração de seu povo após o cataclismo da população autóctone das ilhas. O fato de o culto ter sido difundido em todo o oeste do continente é indicado pela existência de uma religião semelhante entre os povos dos Reinos Negros, onde eles honram Jullah ou Jullah, o deus gorila.


Localidade: Fronteiras pictas do oeste hiboriano.

Fonte: "Além do Rio Negro" de Robert Howard.


DAGON

Trata-se de uma divindade do mar na mitologia shemita, um deus dos peixes. O culto de Dagon tem raízes incrivelmente antigas. De acordo com as lendas, ele era adorado nos tempos pré-humanos. Dagon é reverenciado principalmente pelos pescadores, rezando por uma boa pescaria. Dagon também é altamente reverenciado em Keshan, que já foi fortemente influenciado pelas tradições shemitas. Ainda não está claro o que o deus do mar, Dagon desempenha na religião de Keshan. Talvez ele seja reverenciado como o esposo de Derketo.


Localidade: Reino de Shem e Keshan.

Fonte: “Os Tesouros de Gwalur” de Robert Howard.


Parte 2



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